segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Governo brasileiro quer avançar 10 posições no ranking global de competitividade, em três anos


Representantes do setor produtivo e governo se reuniram para avaliar o resultado do Global Innovation Index 2019, que aponta o Brasil na 66ª posição do ranking de países inovadores

                                      

       O governo brasileiro estabeleceu como meta avançar 10 posições no ranking global de competitividade até 2022. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa. O secretário participou da reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo. Segundo ele, o governo se baseará no ranking de competitividade e também no Índice Global de Inovação (IGI), do qual a CNI é parceira, para aprimorar políticas estratégicas para o setor. Segundo o ranking, divulgado no último dia 24, o Brasil caiu da 64ª para a 66ª posição entre 129 países. Já o Relatório Global de Competitividade, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta o Brasil na 72ª colocação, entre 140 países. 

      De acordo com Carlos da Costa, existem alternativas para a área de Inovação, como o investimento financeiro de startups pelo Inovativa e o Brasil Mais Produtivo. “São programas que se provaram eficazes e queremos levar para 300 mil empresas brasileiras práticas de gestão e inovação”, ressaltou Costa. “Inovar não é papel apenas de grandes empresas, mas de todos aqueles que buscam desenvolver um negócio”, enfatizou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “Os empreendedores têm papel fundamental no esforço coletivo de tornar o Brasil um país reconhecido no mundo como inovador”, acrescentou.

      Segundo o Índice Global de Inovação, países da Europa ocupam sete das dez primeiras colocações. Na 55ª posição, o Chile é o país mais bem colocado entre as 19 economias da América Latina analisadas neste ano. O ranking geral é liderado pela Suíça. Para o presidente da CNI, Robson Andrade, a união entre governo e a classe empresarial é fundamental para o desenvolvimento tecnológico: “O debate é indispensável, sobretudo no momento em que as reformas estruturais começam a avançar, sendo fundamentais para a estabilização das finanças públicas”, ressaltou o presidente da CNI.

        Uma das deficiências brasileiras apontadas pelo estudo está na dificuldade de abrir uma empresa. O país ocupa a 106ª posição nesta avaliação. Para agilizar a abertura de novos negócios, o Sebrae, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, lançou o Programa Empreenda Rápido para empreendedores paulistas em busca de orientação, capacitação e crédito para abrir o próprio negócio. Com o Empreenda Rápido o tempo de abertura de empresas em São Paulo caiu para um único dia.

            Entre as iniciativas apresentadas no encontro para melhorar a posição do Brasil em avaliações internacionais está a difusão da chamada Lei do Bem, que oferece incentivos fiscais a empresas que investem em inovação. “Em 2018, 1,4 mil empresas usaram a lei. Este ano, já contamos 1,8 mil empresas beneficiadas”, afirmou Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

       A Mobilização Empresarial pela Inovação reúne mais de 200 representantes de empresas, associações de classe e governo que realizam encontros periódicos para debater caminhos que potencializem a inovação no setor empresarial brasileiro. Coordenada pelas Federações das Indústrias, a MEI conta com 25 núcleos estaduais de inovação com parceria das entidades regionais do Sistema Indústria e Sebrae.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae