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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Dados macroeconômicos e fiscais indicam recuperação das atividades econômicas no 3º trimestre

Secretaria de Política Econômica manteve projeção de -4,7% do PIB para 2020 e crescimento de 3,2% em 2021


O cruzamento de dados fiscais e dos indicadores econômicos das atividades produtivas do país, realizado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME), aponta uma forte recuperação da economia se consolidando no terceiro trimestre de 2020. Além disso, a Secretaria manteve projeção de redução do Produto Interno Bruto (PIB) em -4,7% para 2020 e crescimento de 3,2% em 2021.

A análise da Conjuntura Macroeconômica e da Arrecadação Bruta de Tributos Federais foi apresentada na manhã desta quinta-feira (1º/10) pelo coordenador-geral de Modelos e Projeções Econômicos-Fiscais da SPE/ME, Sérgio Ricardo de Brito Gadelha, durante coletiva de imprensa por videoconferência, realizada pela Receita Federal, com transmissão pelo Youtube.

Gadelha explicou que a retomada econômica no terceiro trimestre tem sido verificada a partir do desempenho positivo de setores produtivos. Outros parâmetros analisados foram os indicadores de confiança empresarial e dos consumidores – que demostram um clima de otimismo mais generalizado – e também os indicadores de alta frequência, que verificaram aumento nas vendas no varejo por meio de cartão de crédito e de consumo de energia.

“Todos os indicadores coletados pela SPE indicam forte retomada do crescimento econômico no terceiro trimestre, com diferente intensidade entre os setores”, salientou Sérgio Gadelha.

De acordo com o coordenador-geral, um dos setores mais afetados pelas medidas preventivas de controle da crise sanitária da covid-19 foi o de Serviço. Por esse motivo, nota-se na atividade ainda uma recuperação mais lenta e moderada, mas crescente.

Em relação ao Comércio, à Indústria e à Construção, os indicadores demonstram confiança impulsionada pela melhor avaliação da situação corrente. A indústria automotiva manteve a trajetória de recuperação em agosto, impulsionada pela demanda interna, de modo que o aumento das vendas de veículos é compatível com a continuidade da retomada do consumo das famílias.

Os dados da produção industrial mostram que o setor já opera em níveis de utilização da capacidade semelhantes ao que ocorria antes da crise sanitária – embora ainda não tenha atingido igual crescimento apresentado antes da pandemia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial tem registrado crescimento, mantendo-se como destaque na retomada da atividade econômica. Esse resultado reflete a expansão da produção nas categorias econômicas, puxada pelos bens duráveis e intermediários.

Alta frequência

Entre os dados apresentados na coletiva esteve a franca recuperação das vendas no varejo por meio de cartão de crédito, retornando próximas ao nível pré-pandemia. Os sinais são otimistas e apresentam crescimento das vendas, com destaque para o comércio eletrônico (e-commerce), substituição de consumo de bens e serviços, reação do setor de serviços, assim como transferência de renda por meio do auxílio emergencial – o que sinaliza uma recuperação do consumo das famílias. Outro indicador é o aumento do consumo de energia, que segue próximo aos patamares observados em 2019.

A arrecadação total no mês de agosto também superou as estimativas de mercado, chegando a R$ 124,505 bilhões, o que demostra uma possível retomada mais rápida da atividade econômica do que o antecipado pelo mercado.

O coordenador-geral de Modelos e Projeções Econômicos-Fiscais da SPE destacou que, desde o Boletim MacroFiscal divulgado em maio, a Secretaria tem mantido a previsão de -4,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) – que foi considerada otimista pelos agentes de mercado anteriormente – e que estes mesmos agentes já estão revisando suas previsões e aproximando-as da projeção da SPE. Alguns organismos internacionais também já têm feito ajustes de suas previsões em direção ao número divulgado pela SPE.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, auditor-fiscal Claudemir Malaquias – que conduziu a coletiva – frisou que o ritmo maior da recuperação que vem se verificando nas empresas é resultado da assertividade das medidas adotadas pelo Ministério da Economia.

“Com essa retomada na recuperação econômica, verifica-se concretamente como foram assertivas as medidas contracíclicas adotadas”, analisou Malaquias. “Destaco o diferimento dos tributos, que possibilitou às empresas iniciarem a recuperação com um impulso maior, sem o que talvez a recuperação não ocorresse nesse ritmo. Outra medida importante envolveu o mercado de trabalho, com redução de jornada e suspensão do contrato de trabalho – evitando que as empresas demitissem – somado à ampliação de crédito. Esse tripé de ações possibilitou atenuar os efeitos da crise no setor produtivo, permitindo a recuperação mais rápida”, completou.

Fonte: Ministério da Economia 
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