terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Com economia desfavorável, brasileiro muda hábitos de consumo e passa a pesquisar mais preço, apontam CNDL/SPC Brasil e Banco Central

Cortar gastos com lazer, controlar despesas e reduzir valor de contas básicas foram outras medidas encontradas para não entrar no vermelho. Maioria pretende manter cuidados com a gestão do orçamento após retomada da economia; 47% esperam poupar mais

            Diante de um cenário econômico desfavorável, boa parte das famílias passou a administrar melhor o orçamento e, consequentemente, criar uma relação mais saudável com o dinheiro. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). De acordo com o estudo, oito em cada dez (79%) brasileiros mudaram seus hábitos no dia a dia e entre as medidas adotadas, destaca-se a pesquisa de preços (59%) antes da aquisição de algum produto — percentual que chega a 68% nas classes A e B.
            Além disso, 56% passaram a limitar gastos com lazer e 55% a controlar despesas pessoais. O aperto financeiro também fez com que muitas pessoas encontrassem alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos entrevistados procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone, de olho no valor da conta. Outros 53% passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.
        Na avaliação da Economista-Chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados mostram que o consumidor está mais consciente da importância de controlar as despesas mais de perto. “A situação econômica desfavorável acabou deixando uma lição para a maioria dos brasileiros que perceberam o quanto é fundamental ter uma vida financeira mais controlada. Pesquisar preços, repensar gastos, avaliar se realmente é necessário adquirir um determinado produto ou mesmo o simples fato de pedir desconto nas compras são atitudes que contribuem para uma gestão eficiente do orçamento e evitam ficar no vermelho”, orienta a economista.
        As mudanças no padrão de vida para driblar os momentos de dificuldades acabaram causando impactos emocionais nos brasileiros, que viram seu poder de compra ser afetado. Para 32% dos entrevistados, a vontade de ter algo e não poder tem provocado uma sensação de impotência. Já 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que deseja e 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam. Em contrapartida, uma parcela considerável (37%) se diz satisfeita por manter, ao menos, os gastos essenciais e outra aliviada (33%) por não estourar o orçamento.
Mesmo que retomada da economia se consolide em 2019, maioria dos consumidores pretende manter práticas financeiras adotadas na crise
         O levantamento quis saber ainda se o novo comportamento dos brasileiros deve se manter diante das perspectivas de recuperação da economia. Considerando um cenário mais favorável para 2019, com a retomada dos empregos e o acesso ao crédito, os dados indicam que a maioria pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos na crise. O principal item apontado é a economia de luz, água e telefone, mencionado por 71% dos entrevistados.
          Entre outras práticas citadas estão a troca de produtos por outros de marca mais em conta (68%), atenção às promoções para obter menor preço (67%) e até cortar ou reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam, de pelo menos parte dos rendimentos (47%), e pechinchar ou pedir desconto nas compras (33%).
           Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode vir a deixar de lado atitudes adquiridas com a crise, tão logo a situação volte a melhorar, como reduzir gastos com lazer (16%), evitar parcelamentos muito longos (15%) e resistir a itens de alimentação supérfluos (11%). A razão mais citada para esse comportamento é o fato de retomar o estilo de vida que se tinha nos momentos de bonança da economia (42%). A preferência por boas marcas, mesmo sendo mais caras (27%), aparece como segundo motivo e, em seguida, vem a dificuldade em manter uma vida financeira regrada (23%).
       “Bons hábitos de educação financeira costumam ser encarados como restrições a experiências positivas de consumo. Mas ter um orçamento planejado e controlado acaba viabilizando objetivos importantes na vida das pessoas. Deixar de comprar aquele par de tênis da moda, por exemplo, ajudar na compra do material escolar. Além disso, uma boa gestão do orçamento também prepara qualquer um para eventuais imprevistos que surjam. Cuidar bem das finanças evita o estresse que costuma vir junto com o endividamento ou o aperto financeiro”, ressalta o Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luis Mansur.
Metodologia
          A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). A amostra de 804 casos contempla as 27 capitais, pessoas acima de 18 anos, todas as classes sociais e ambos os gêneros. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Fonte: CNDL

Potencial energético do Tocantins é apresentado a investidores

         As políticas públicas de incentivo à produção de energia fotovoltaica do Tocantins continuam atraindo investidores para o Estado. Nesta quinta-feira, 7, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Cintra, recebeu, em seu gabinete, os empresários Miguel Segundo e Juarez Guimarães, da RESS Participações e Investimentos, empresa paranaense que atua no setor de energias renováveis.



         A RESS trabalha, no momento, na obra de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), uma usina hidrelétrica de pequeno porte, em Ponte Alta do Bom Jesus, e seus representantes estiveram reunidos com o secretário para conhecer o que o Estado tem feito na área energética em termos de incentivos e projetos.

      Leonardo Cintra apresentou, aos investidores, os incentivos oferecidos pelo Governo do Tocantins para que indústrias do setor se instalem no Estado, possibilitando a criação de vagas de trabalho e aquecendo a economia. Atualmente, o Tocantins conta com a Política Estadual de Incentivo à Geração e ao Uso da Energia Solar (Pró-Solar), que tem como finalidade aproveitar o potencial tocantinense e racionalizar o consumo de energia elétrica, e o Atlas Solarimétrico, um mapeamento detalhado na área de energia solar em todo o território estadual.

         O empresário, Miguel Segundo, elogiou o Atlas Solarimétrico, apresentado pelo secretário. “É muito importante para a tomada de decisão dos investidores ter acesso a dados técnicos tão precisos, que permitem que tenhamos noção das viabilidades para produção de energias renováveis”, pontuou.
 
          Leonardo destacou a importância do Atlas para a atração dos investimentos. “O Tocantins é o 6º estado do Brasil e o 1º da região Norte a realizar este mapeamento completo da irradiação solar. Com essas informações, estamos mostrando, aos investidores, o potencial energético do Estado”, explicou. O titular da Semarh ressaltou ainda a quantidade de representantes da indústria que têm mostrado interesse em investir no Tocantins. “Estamos recebendo uma quantidade significativa de pessoas interessadas em investir nesta área no Estado e isso se deve certamente às políticas de incentivo do Governo Estadual”, afirmou.

Nova presidente da Agência de Fomento afirma que foco é impulsionar o desenvolvimento do Tocantins

       Empossada, na ultima sexta-feira, 8, como a nova presidente da Agência de Fomento do Tocantins (FomenTO), Denise Rocha Domingues garante que o órgão vai voltar seus esforços para apoiar o desenvolvimento do Tocantins fomentando áreas importantes da economia.



“Nesse primeiro momento, vamos em busca de resultados. Precisamos também ter eficiência na própria Agência de Fomento e ir atrás de novos recursos em instituições com menores taxas como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Dessa forma, estaremos alinhados à agenda do Governo de crescimento, geração de renda e desenvolvimento do Tocantins”, disse a nova presidente.
 
           O nome de Denise Rocha Domingues e de mais quatro pessoas que vão compor a diretoria da FomenTO foram homologados pelo Banco Central do Brasil (Bacen) no último dia 1º de fevereiro. Além da presidente, tomaram posse Cleomar Arruda Silva, Clerson Dalvani Reis, Paulo Marcelo Mendonça e Vanessa Cristina Chemet Dutra Cardoso.

Perfil

          Denise Rocha Domingues é formada em Matemática e possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A nova presidente tem 56 anos, é de Ribeirão Preto (SP) e possui passagens profissionais pelo Bradesco Seguros, pelo Bradesco Prime, pela Cooperativa Sicredi (Ribeirão Preto) e pelo Banco Mercantil.



         Em sua carta de apresentação, Denise se define como uma profissional com vasta experiência em treinamento e conhecimento profissional em áreas como alavancagem de resultado, expansão de mercados, vendas, representação de marca e fidelização de clientes, e business to business, atuando por mais de 34 anos em instituição financeira, o que, segundo ela, agregou além do excelente networking (rede de relacionamentos), reconhecimento e premiações diversas pelos resultados alcançados.

Agência de Fomento

        A FomenTO é uma instituição financeira constituída como sociedade de economia mista de capital fechado que pertence à administração indireta do Governo do Tocantins, e tem como missão financiar projetos que favoreçam o desenvolvimento sustentável do Estado. Para cumprir o seu papel, o órgão oferece diversas linhas de créditos direcionadas para indústria, comércio, turismo, agronegócio, prestadores de serviços, profissionais liberais e microempreendedores individuais, além dos taxistas.

          Por meio da Agência de Fomento, é possível financiar capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, projetos de investimento e inovação. As taxas de juros oferecidas são mais baixas que as de mercado.

          A Agência de Fomento é subordinada à supervisão e à fiscalização do Banco Central, devendo cumprir os procedimentos de escrituração, elaboração e remessa de demonstrações financeiras, previstos nos atos normativos do Bacen.

Receita altera Instrução Normativa que dispõe sobre normas de contribuições previdenciárias

           A Instrução Normativa RFB n.º 1867 foi publicada hoje no Diário Oficial da União



          Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa RFB n.º 1867 que altera a Instrução Normativa RFB n.º 971, de 13 de novembro de 2009, que dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas à Previdência Social. As alterações efetuadas tem por objetivo adequar este ato normativo às inúmeras modificações legislativas ocorridas desde sua última atualização, que ocorreu em 3 de julho de 2014, com a IN RFB n.º 1477, de 2014, dentre as quais pode-se destacar a recente reforma trabalhista promovida pela Lei n.º 13.467, a Lei Complementar n.º 150, que dispõe sobre o contrato de trabalho do empregado doméstico, a Lei n.º 13.606 que reduziu a alíquota da contribuição do produtor rural incidente sobre a comercialização da produção, entre outras.

       As alterações no ato normativo decorrem também da criação de novos cadastros na Receita Federal, o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) e o Cadastro Nacional de Obras (CNO) que substituirão o Cadastro Específico do INSS (CEI), além de implementações no eSocial e a EFD-Reinf, que demandam a explicitação de algumas regras para correta utilização dos sistemas.

        Há ainda outras alterações que decorrem de entendimentos constantes em Pareceres da PGFN que vinculam a atuação da Receita Federal.

Fonte: CRC / TO 

Itelvino Pisoni participa de assinatura de MP que beneficia Turismo no estado

            O governador do Tocantins, Mauro Carlesse, assinou nesta sexta-feira, 8, a Medida Provisória n° 4/2019 que prevê a redução da base de cálculo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) nas operações internas com Querosene de Aviação (QAV) e Gasolina de Aviação (GAV).



           A alíquota, que era de 14%, passa ser a reduzida de forma progressiva entre 7% e 3%, conforme o investimento da empresa aérea na aviação comercial dentro do Estado. A intenção do Governo, com a decisão, é fomentar o setor de aviação no Estado, oportunizando a ampliação do número de rotas de voos que contemplem o Tocantins como ponto de partida e de chegada, tendo referência não só a Capital, mas também outros municípios.

          “Esperamos que não apenas voos que haviam sido cancelados sejam reestabelecidos, como novas opções venham a surgir com esse fomento que o Governo está dando para as empresas aéreas. A redução vai criar as condições de voos tanto do Tocantins para outros estados, como também a criação de rotas internas, como por exemplo, ter mais voos para Gurupi e Araguaína. Isso fomenta a nossa economia, o turismo e a geração de mais investimentos, emprego e renda para a população”, afirmou Mauro Carlesse.

        Para o presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni, esta medida traz um alívio à classe empresarial. "Nós ficamos muito felizes com esta medida provisória porque, além dos benefícios que ela trará, esta iniciativa demonstra uma grande expectativa da nossa classe empresarial, ou seja, dar condições para que a própria iniciativa privada faça e contribua para a retomada econômica do nosso estado. Nós precisamos que haja crescimento no comércio, na agricultura, pecuária e na industria da transformação que são os setores mais produtivos no estado", disse.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Joaquim Maia inaugura novas sedes do SAMU, Farmácia Básica Municipal e Sala do Cartão SUS de Porto Nacional

              O Prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia, inaugurou na manhã desta terça-feira (8) as novas sedes próprias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da Farmácia Básica Municipal e da Sala do Cartão SUS. As duas unidades ficam localizadas na Avenida das Nações Unidas, entre os setores Vila Nova e Nova Capital.

      Os novos equipamentos de saúde ficam localizadas em prédios vizinhos. A revitalização dos espaços para receber os serviços foi realizada com recursos próprios do Município.  
Farmácia Básica Municipal
         A nova Farmácia Básica Municipal será mais uma Unidade para atender as demandas da comunidade por medicamentos, se juntando a outra, localizada no Centro. Com isso, o Município facilita o acesso das pessoas que moram na região Norte da cidade.

           “O que estamos fazendo é descentralizando o serviço com condições de atender toda a região no entorno. Temos condições de atender com toda a medicação preconizada através do Ministério da Saúde a partir deste posto avançado. Mais um serviço que estará próximo da comunidade”, destacou o Prefeito Joaquim Maia.
          A secretária da Saúde, Anna Crystina, afirmou que os moradores terão uma facilidade a mais depois que receber atendimento nas Unidades de Saúde. “As pessoas atendidas pelas Unidades Básicas de Saúde da região, o CEME, SAE, CAPS vão ter a oportunidade de sair do serviço de saúde e buscar o medicamento em um local próximo”, explicou Anna.

          O Gerente da Assistência Farmacêutica, Lincoln Prado, também falou sobre a facilidade na busca pelo remédio. “A nova Farmácia vai facilitar o acesso aos medicamentos básicos ofertados na Assistência Farmacêutica. Vai diminuir distâncias, pois é próxima a todas unidades básicas de saúde da região norte. O usuário sai da Unidade e vem buscar aqui na Farmácia”, disse.
SAMU
             Trazendo economia para o Município, o SAMU sai de sede alugada e agora tem um novo espaço próprio, revitalizado e que atende as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. O prédio fica localizado ao lado da Farmácia Básica Municipal.

“Nós tínhamos o desafio que o SAMU tivesse adaptado às necessidades preconizadas pelo Ministério da Saúde para atendimento dos serviços e está localizado numa via de fácil deslocamento para qualquer ponto da nossa cidade”, reiterou Joaquim Maia.
          De acordo com a secretária Anna Crystina, a nova sede oportuniza aos trabalhadores melhores condições de trabalho. “A gente entrega toda uma base adaptada com repouso feminino e masculino, com a copa, já que eles se alimentam aqui, e com a garagem apropriada para as ambulâncias para a lavagem delas com rampa”, informou Anna.

               O técnico de enfermagem do SAMU, Alexandre Costa, parabenizou o esforço do Município para que a nova sede fosse entregue.
“Essa nova sede vem melhorar o nosso trabalho tanto na estrutura física como na estrutura de equipamentos. O SAMU é um serviço móvel de urgência e emergência e a gente vem melhorando nossa estrutura, nosso trabalho e a comunidade de Porto Nacional só tem a ganhar”, agradeceu Alexandre.

Nova sala do Cartão SUS
                A Prefeitura de Porto Nacional também descentraliza o serviço prestado pela sala do cartão do SUS, que antes funcionava apenas na Secretaria Municipal da Saúde. Agora a região Norte também conta com Sala do Cartão SUS, localizada no prédio da Farmácia Básica.

            “Hoje as pessoas podem vir até esse ponto para fazer o cartão SUS e trazer seus pedidos de consultas, exames e procedimentos para serem regulados”, informou Anna.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Exportações Brasileiras em 2018 alcançam o maior valor dos últimos 5 anos

Exportações somaram US$ 239,5 bilhões e importações US$ 181,2 bilhões. Fluxo de comércio cresceu 13,7% no ano e chegou a US$ 420,7 bilhões




           A corrente de comércio brasileira, que é a soma das exportações e importações, cresceu 13,7% em 2018. As exportações alcançaram US$ 239,5 bilhões enquanto as importações registraram US$ 181,2 bilhões. O saldo comercial, que é a diferença entre as duas operações, ficou em US$ 58,3 bilhões, segundo melhor desempenho registrado desde 1989. Os dados foram publicados hoje pelo Ministério da Economia, órgão que seguirá com a divulgação periódica das estatísticas oficiais do comércio exterior brasileiro.
         No ano de 2018, as exportações cresceram 9,6% e registraram a maior cifra dos últimos cinco anos. As importações aumentaram 19,7% e atingiram o maior valor desde 2014. A corrente de comércio foi de US$ 420,7 bilhões, superando em US$ 52 bilhões o resultado de 2017 e atingindo o maior valor desde 2014, quando somou US$ 454 bilhões.

 Confira aqui os dados completos da balança comercial
Exportações
            O aumento das exportações se deu pelo segundo ano consecutivo após sucessivas quedas entre 2012 e 2016. O valor de US$ 239,5 bilhões exportado em 2018 retoma os níveis de 2013, quando foram exportados US$ 242 bilhões.
             Por fator agregado, houve crescimento das exportações de produtos básicos (17,2%, para US$ 118,9 bilhões) e manufaturados (7,4%, para US$ 86,6 bilhões), enquanto os produtos semimanufaturados registraram redução de 3,1% (para US$ 30,6 bilhões).
          O crescimento das exportações é consequência tanto do aumento dos volumes embarcados (4,1% no índice de quantum), quanto dos preços (5,1%). As exportações de produtos básicos influenciaram o desempenho do índice quantum. Somente essa categoria de produtos cresceu 9,8% no volume embarcado, de acordo com o índice. Pelo mesmo critério, os produtos manufaturados aumentaram 2,6% e os semimanufaturados recuaram 4,6%. Vale ressaltar que o desempenho das exportações de semimanufaturados foi impactado pela forte queda de 40,6% (-22% em quantidade e -23,8% em preço) nas vendas externas de açúcar em bruto, na comparação com 2017, ano em que foram registrados volumes recordes (23,3 milhões de toneladas).
          Os principais mercados de destino das exportações brasileiras tiveram desempenho positivo: China (US$ 66,6 bilhões, com alta de 32,2%); União Europeia (US$ 42,1 bilhões, +20,1%); e Estados Unidos (US$ 28,8 bilhões, +6,6%). A Argentina segue como principal parceiro comercial do Brasil na América Latina mas as exportações para aquele destino (US$ 14,9 bilhões em 2018) caíram 15,5% na comparação com 2017. A redução nas exportações de produtos do setor automotivo foi a que mais impactou a queda geral nas exportações para a Argentina.
             Para a China, os destaques foram as exportações de commodities agrícolas e minerais: soja, petróleo em bruto, minério de ferro, celulose, carne bovina, ferro ligas, carne de frango, algodão em bruto, entre outros. Para a União Europeia também houve destaque para produtos básicos: farelo de soja, minério de ferro, celulose, café em grão, petróleo em bruto, soja, minério de cobre, entre outros. Já para os Estados Unidos, o aumento de 6,6% das exportações foi influenciado pelo crescimento das vendas de aço semimanufaturado, petróleo bruto, partes de motores de aviões, máquinas e aparelhos para terraplanagem. As exportações brasileiras para os EUA, em 2018, foram majoritariamente de bens manufaturados (cerca de 60%). Com isso o mercado norte-americano se consolida como o maior destino de produtos industrializados do Brasil.
Importações
            As vendas externas brasileiras no total de US$ 181,2 bilhões em 2018 representaram um incremento de 19,7% em relação a 2017. O aumento se deu pelo segundo ano consecutivo, após quedas acentuadas de mais de 20% em 2015 e 2016, decorrentes da contração da demanda interna, principalmente da indústria. Em relação ao desempenho dos anos anteriores, o resultado de 2018 supera o registrado em 2015, quando foram importados US$ 171,5 bilhões.
               Em 2018, houve aumento de importações em todas as grandes categorias econômicas: bens de capital (US$ 28,6 bilhões, +76,5%); bens intermediários (US$ 104,9 bilhões, +11,6%); bens de consumo (US$ 25,5 bilhões, +9,1%); e combustíveis e lubrificantes (US$ 22,0 bilhões, +24,9%). No ano, as importações foram majoritariamente (85%) compostas por combustíveis, insumos e bens de capital.
             Os índices de quantidade e preço também influenciaram o desempenho anual das importações. O índice de quantumcresceu 13,5% enquanto que os preços aumentaram, em média, 5,7%. Os percentuais de crescimento das quantidades e dos preços são superiores aos de 2017 (quantum +6,4% e preço +4,0%). Em 2018, houve aumento do índice de quantum das importações de todas as categorias: bens de capital (82,7%); bens intermediários (5,2%); bens de consumo (9,1%); e combustíveis e lubrificantes (3,2%).
         Os principais parceiros comerciais brasileiros nas importações correspondem aos das exportações: China (US$ 35,5 bilhões, +26,6%); União Europeia (US$ 34,8 bilhões, +7,9%); Estados Unidos (US$ 28,9 bilhões, +16,1%); e Argentina (US$ 11,1 bilhões, +16,7%).

Governo do Estado amplia processo de regularização fundiária urbana no Tocantins e avança em programa habitacional

             Com o objetivo de ampliar o processo de regularização fundiária urbana do Tocantins, o Governo do Estado transforma a TerraPalmas em Companhia Imobiliária do Tocantins (Terratins) e elaborou um novo plano de ação, que fortalece as ações da companhia em todo o Estado. A proposta seguiu a regulamentação prevista na Lei n° 13.465/2017, documento mais recente que dispõe sobre a regularização fundiária no Brasil. Além disso, o Governo do Estado, por meio da Terratins, ampliou o número de beneficiários do Minha Casa Minha Vida.

          A partir do novo plano de regularização, as ações da Companhia Imobiliária do Tocantins passaram a ser realizadas por meio da cooperação técnica entre o Estado e os municípios. Esse trabalho resultou no diagnóstico socioeconômico dos municípios da região do Bico do Papagaio, incorporando áreas em quatro municípios (Araguaína, Filadélfia, Couto Magalhães e Miracema) ao patrimônio do Estado. Essas áreas até então estavam com documentos de Goiás.
                   “As ações visam, principalmente, ampliar o trabalho do Governo do Estado em parceria com os municípios, de levantamento, consolidação e divulgação de dados, relacionado ao provimento habitacional e ao mercado imobiliário do Tocantins. As ações também tem foco na regularização fundiária, fazendo com que muitos cidadãos passem a ter o documento definitivo de suas propriedades”, explicou o presidente da Terratins, Aleandro Lacerda.
                Em 2018, foram feitos 996 registros de imóveis, desses 320 foram entregues. Além disso, foram dadas 176 autorizações para escrituração; em Palmas, foram emitidos 279 títulos de  imóveis; 105 títulos de imóveis emitidos e prontos para serem entregues em Gurupi; 32 título de imóveis estão prontos para serem entregues em Araguaína; 315 títulos foram convalidados em Palmas; e 109 títulos convalidados em Gurupi.     
Minha Casa Minha Vida
                 O Tocantins foi o primeiro Estado a criar uma linha de financiamento habitacional para servidor público estadual e municipal, por meio do programa Minha Casa Minha Faixa 2, tornando-se pioneiro neste modelo. Apenas em 2018, o Governo entregou 196 unidades habitacionais: sendo 84 no residencial Marte; 84 no Residencial Saturno; e 28 no Residencial Vênus. Dessa etapa que previa a construção de 392 apartamentos, ainda está prevista a entrega de mais 140 unidades habitacionais.

                 Para ampliar ainda mais o atendimento, já no segundo semestre, o Governo do Estado homologou uma nova etapa do Programa, que prevê a construção de mais 832 unidades habitacionais, incluindo obras do Minha Casa Minha Vida Faixa 1,5 e Faixa 2, previstas para serem construídas em 2019, em Palmas. Com a inclusão do Faixa 1,5, também passaram a ser beneficiadas as famílias com renda entre R$ 1.800 e R$ 2.600.
                   Nesta segunda etapa, serão 528 unidades habitacionais do Faixa 1,5, sendo 336 localizadas na ACLNO-33, no valor de R$ 121,9 mil e 192 localizadas na Arso-131, no valor de R$ 115,9 mil. Já do Faixa 2 são 304 unidades habitacionais, localizadas na Arso-131, no valor de R$ 162 mil.
                 Aleandro Lacerda explicou que como as obras do programa são executadas por meio de parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal, os valores dos imóveis são abaixo dos valores do mercado. “Na parceria, o Estado entra com a doação da área,  possibilitando, assim, diminuir o custo do imóvel, a redução de taxas, dos juros subsidiados, facilitando também as condições de financiamento com a Caixa Econômica Federal”, destacou.
Fiscalização
                O trabalho de fiscalização dos imóveis do Estado para inibir qualquer tipo de ocupação irregular e o serviço de levantamentos ocupacionais e vistorias de regularização, realizado por meio da gerencia de fiscalização, também foi fortalecido com investimentos na frota de veículos utilizados pela equipe. Foram adquiridas três motos Honda NXR 160 BROS, que contaram com um investimento de R$ 42.300.