sexta-feira, 29 de março de 2019

IPTU 2019 - Prazo de Pagamento a Vista com descontos até 15 de MAIO

      A Prefeitura Municipal de Porto Nacional, anuncia que esta disponível, o IPTU 2019, com período de pagamento  até 15 de MAIO e desconto de 35% para pagamento a vista (COTA UNICA), ou parcelado em até X8 Vezes, dependendo do valor (SEM DESCONTOS

      O contribuinte pode solicitar o boleto comparecendo ao PORTO RÁPIDO - Centro de Atendimento ao Contribuinte, localizado na AV. Presidente Kennedy, n° 883 - Centro ou na Subprefeitura no Distrito de Luzimangues, localizado na APM 01 e 02, Rua Porto Nacional - Orla Oeste.


       Também esta disponível a opção de emissão do boleto ONLINE aqui no site (menu IPTU ao lado); ou ainda pode ser solicitado por e-mail no menu serviços acima (serviços > solicitar IPTU por EMAIL), preenchendo o formulário com as informações completas do imóvel ou ainda enviando diretamente uma mensagem para portorapido@hotmail.com (Porto Nacional) ou coletoriasubporto@gmail.com (Distrito de Luzimangues) . 


     De acordo com a Lei complementar 052/2017 (disponível no menu legislação>leis) a contribuição para custeio de serviço de iluminação pública será lançada juntamente com a fatura mensal de energia elétrica em áreas edificadas e quando lote não edificado (vago) será lançada juntamente com o boleto de IPTU  no valor de R$ 74,04.

       Para áreas edificadas será cobrada juntamente com o boleto de IPTU, taxa de coleta de lixo no valor de R$ 86,45.

  




        Maiores informações pelos telefones (63) 3363-6816 ou (63) 99108-5227 ou ainda (63) 99108-3252, Diretoria da Receita Municipal em Porto Nacional e (63) 98415-2412 ou (63) 98425-3244, Subprefeitura no Distrito de Luzimangues de segunda a sexta em horário comercial.  

quinta-feira, 28 de março de 2019

Audiência Pública para revisão do Plano Diretor de Porto Nacional ouve comunidade

Uma audiência pública realizada na noite desta segunda-feira (25) deu o passo fundamental para o processo de revisão do Plano Diretor Sustentável de Porto Nacional.



A primeira audiência pública aconteceu no auditório da Câmara de Vereadores tendo como desafio buscar o envolvimento efetivo da população que é de fundamental importância para que possa, de fato, refletir a vontade da comunidade.

O processo, que é conduzido por um Comitê Gestor, presidido pelo arquiteto e diretor de Desenvolvimento Urbano, Paulo Jordão, prioriza a participação popular. O comitê é constituído por representantes de todas as secretarias municipais, bem como do poder público em geral, e da sociedade civil.

Nos próximos sete meses, o documento será construído pela empresa holandesa Arcadis, referência mundial em planejamento urbano.



A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Planejamento e Meio-Ambiente viabilizou a multinacional Arcadis para os trabalhos sem custos aos cofres do Município. A contratação foi feita pela State Grid, companhia chinesa que opera o sistema de transmissão Xingu-Rio (que passa em território portuense), através de compensação ambiental devido aos danos ambientais causados no território de Porto Nacional.

Debate

Mobilidade urbana e rural, acessibilidade, saneamento, habitação, meio ambiente, zona rural, patrimônio entre outros pontos de suma importância para o planejamento da cidade,
dominaram o debate.

Conforme enfatizou o prefeito Joaquim Maia, o Plano Diretor é o instrumento que irá orientar o desenvolvimento urbano e rural da cidade.

“A construção da revisão do plano diretor será feita a partir da base de uma participação popular, que é o que vai ajudar a escrever o futuro da cidade. Essa participação vai envolver não somente a cidade sede, Porto Nacional, mas, como o distrito de Luzimangues e também toda a zona rural de Município”, explicou Joaquim.

Além da assessoria da equipe técnica da Arcadis, a audiência pública foi conduzida pelo arquiteto e diretor de Desenvolvimento Urbano, Paulo Jordão. As arquitetas da Arcadis, Vivian e Elisa, realizaram explanações sobre o Plano Diretor, como será feita a revisão e os passos seguintes, o embasamento legal das ações, etapas de trabalho e o processo participativo da população e de órgãos municipais.



Nesse sentido, serão vários momentos, configurando-se em audiências, que fazem parte do processo. Nessa primeira fase de participação da sociedade civil, estarão sendo desenvolvidas também oficinas com um caráter maior de orientação, com informações sobre o que é o plano diretor e qual seu impacto no desenvolvimento de Porto Nacional.

Futuro

De acordo com o arquiteto e diretor de Desenvolvimento Urbano, Paulo Jordão, o plano chegará para realinhar as direções de desenvolvimento da cidade.

“Quando a gente fala de plano diretor, as pessoas confundem um pouco achando que a gente está discutindo e que o plano vai gerar uma lei que só vai ordenar o crescimento da cidade enquanto a lotes e construções. O plano diretor é muito mais que isso, além dessa parte urbana, do crescimento urbano, ordenado da cidade, ele vai permitir um crescimento ordenado da zona rural, das atividades rurais, econômicas, turísticas, de saúde e de educação. A lei final do plano diretor ela vai servir pra nortear a administração pública nos próximos dez anos”, explicou ele.

Por indicação legal, a cada 10 anos o plano precisa ser mais uma vez revisado e a contribuição social é fundamental para o processo.

“O nosso plano diretor já está vencido desde 2016, e a cada dez anos tem que fazer essa revisão, porque é onde se dá as diretrizes políticas e econômicas de sustentabilidade do Município”, frisou a secretária municipal do Planejamento e Meio-Ambiente, Sarah Mourão.

Este primeiro momento de audiências e oficinas apresentou um cronograma do processo de revisão e os principais pontos a serem discutidos.

O vice-prefeito Ronivon Maciel enfatizou que a Prefeitura está dando a sua contribuição, coordenando o comitê gestor, que tem a presença de secretários e servidores da administração municipal. “A gente está trazendo uma obrigação nossa enquanto gestão pública municipal, a cumprir aquilo que a lei determina que seja justamente a revisão do nosso plano diretor, que já passou até do prazo de vencimento, que era em 2016. E hoje nós estamos nesse momento tão importante, iniciando esse trabalho, por saber que isso vai somar muito com a cidade de Porto Nacional, com a gestão atual, e com as próximas gestões”, apontou.


segunda-feira, 25 de março de 2019

Oficina debate Infraestrutura nas cidades e parcerias com Estados e municípios

Iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura (SDI/Sepec/Economia) e Enap reuniu gestores públicos de todo País

               Debater a qualidade de vida nas cidades e discutir meios para o planejamento urbano de longo prazo. Estes foram os destaques da 1ª Oficina de Desenvolvimento da Infraestrutura Subnacional, uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SDI/Sepec/Economia), em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Cerca de 100 gestores públicos de diversos Estados participaram da Oficina, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (20) em Brasília/DF.
           Durante a mesa de abertura do evento, a presidente da Enap, Aline Soares, disponibilizou a Escola e suas equipes para projetos em parcerias com Estados e municípios e falou sobre a integração com a antiga Escola de Administração Fazendária (Esaf). O Secretário Especial da Sepec, Carlos Da Costa, cumprimentou os presentes, apresentou a Sepec, suas secretarias e atribuições, e destacou o novo papel da SDI que, segundo ele, tem como missão ter “um olhar econômico sobre as várias infraestruturas, considerando os impactos dos investimentos sobre a produtividade no País”.
             Da Costa reforçou a “necessidade de melhorar o ambiente de negócios e de firmar parcerias com Estados e municípios”. “Destrave de marcos regulatórios que impedem o crescimento, redução do gasto público e parcerias público-privadas” foram outros destaques apontados pelo Secretário.
              Já para o Secretário da SDI, Diogo Mac Cord, “a retomada do crescimento econômico se dará com um planejamento urbano que considere o que as cidades querem se tornar no longo prazo”.
             A primeira Oficina de Desenvolvimento da Infraestrutura Subnacional seguiu com apresentações sobre projetos e obtenção de recursos e investimentos. Representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); BNDES; Caixa e Banco do Brasil também apresentaram ações durante a Oficina. Confira na íntegra em http://www.youtube.com/canalenap  

Maioria dos brasileiros vive no limite do orçamento, aponta indicador de bem-estar financeiro CNDL/SPC Brasil

Apenas 10% conseguem lidar com despesas inesperadas e 64% raramente têm sobras de dinheiro. Mais da metade admite não aproveitar a vida pela forma como administra seu dinheiro

A capacidade de honrar com as obrigações financeiras, sentir-se seguro em relação ao futuro financeiro e poder fazer escolhas que permitam aproveitar a vida são comportamentos que definem como uma pessoa se relaciona com o dinheiro. Com base nesses pilares, a Confederação de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com apoio da  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vêm medindo o Bem-Estar Financeiro dos brasileiros desde 2017. Em fevereiro último, o indicador apontou que 64% dos consumidores vivem no limite do orçamento, ou seja, raramente ou nunca têm dinheiro sobrando. Enquanto 26% conseguem, às vezes, ter uma reserva e apenas 9% afirmam que sempre ou frequentemente contam com alguma sobra. Além disso, 27% temem que o dinheiro não dure até o fim do mês.
Outro dado mostra que somente 10% estão preparados para lidar com imprevistos. Seis em cada dez (64%) não possuem capacidade de lidar com despesas inesperadas. O nível de bem-estar financeiro de cada consumidor varia de acordo com respostas dadas em dez questões que avaliam os hábitos, costumes e experiências com uso do dinheiro. Numa escala que varia de zero a 100, quanto mais próximo de 100, maior o nível médio de bem-estar financeiro da população; quanto mais distante de 100, menor o nível.
Em fevereiro de 2019, o indicador ficou estável ao marcar 48,3 pontos — muito próximo do índice observado no mesmo mês do ano passado, que ficou em 48,5 pontos. “Quanto à conjuntura, o consumidor não viu grande melhora, já que a queda no nível de desemprego e o aumento da renda continuam sendo pouco expressivos. Além disso, os aspectos comportamentais, que têm peso importante no bem-estar financeiro, também levam algum tempo para mudar”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
55% não tomam atitudes para garantir o futuro financeiro e maioria deixa de aproveitar a vida pela forma com que administram o dinheiro
O compromisso com os objetivos financeiros também pesam no bem-estar financeiro das pessoas. Nesse pilar, os consumidores brasileiros mostram-se pouco atentos ao futuro: 55% não têm adotado ações que assegurem o futuro financeiro. Chama a atenção o fato de mais da metade (51%) dos consumidores acreditarem, que, por causa da sua situação financeira, não terão as coisas que querem na vida.
Mas não é só do futuro que o consumidor deve se ocupar para ter bem-estar financeiro. A liberdade para fazer escolhas completa os pilares do bem-estar financeiro. Os números apontam que 54% admitem não aproveitar a vida pela forma com que administram o dinheiro, enquanto 29% não conseguem viver plenamente em razão de sua condição financeira.
“Para mudar esta situação é importante que a pessoa assuma as rédeas de seu orçamento. Com planejamento e organização financeira, fica mais fácil conseguir honrar os compromissos e garantir a realização de sonhos, lidar com imprevistos e aproveitar a vida dentro de suas possibilidades”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.
Bem-estar financeiro é maior entre a população acima de 50 anos
A abertura dos dados por faixa etária sinaliza que, entre os mais velhos, acima de 50 anos, o nível médio de bem-estar financeiro foi maior (50,0 pontos) do que o observado entre os mais jovens (47,8 pontos) e os de meia idade (47,3 pontos). Na faixa de 18 a 34 anos, 69% disseram não ter capacidade para lidar com imprevistos, enquanto na faixa de 50 anos ou mais o percentual foi de 57%.
Outra diferença surge ao se analisar a possibilidade de aproveitar a vida por conta da maneira como o brasileiro administra o dinheiro. Na faixa de 18 a 34 anos, 58% dizem não ter essa possibilidade, ante 49% entre 50 anos ou mais. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, isso acontece porque na terceira idade, reduz-se o peso da preocupação com o futuro e os compromissos financeiros típicos da meia idade, como a aquisição de casa, carro e criação dos filhos.
Metodologia 
O Indicador baseia-se num modelo de score desenvolvido pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), órgão americano de proteção ao consumidor, traduzido para realidade brasileira por pesquisadores do Núcleo de Estudos Comportamentais da CVM, tendo como objetivo medir, periodicamente, o nível de bem-estar financeiro da população. A mensuração é feita através de entrevistas aplicadas periodicamente a uma amostra representativa dos brasileiros, com um questionário composto de dez questões. De acordo com suas respostas, os entrevistados recebem uma nota, que pode variar entre zero e 100. Quanto mais próximo de 100, maior será o nível de bem-estar financeiro; quanto mais próximo de zero, menor o nível de bem-estar. O Indicador é obtido pela média dos scores da amostra. Baixe a análise do Indicador de Bem-Estar Financeiro no link: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Sobre o SPC Brasil - Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.
Sobre a CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.
Fonte: CNDL

CPF facilita acesso a serviços públicos

       Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), de 12 de março de 2019, o Decreto n.º 9.723/2019, que institui "o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como instrumento suficiente e substitutivo da apresentação de outros documentos do cidadão no exercício de obrigações e direitos ou na obtenção de benefícios".



         O decreto dispõe que o acesso a informações e serviços, de exercício de obrigações e direitos e de obtenção de benefícios perante os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal, o número de inscrição no CPF é suficiente e substitutivo para a apresentação dos seguintes dados:

I - Número de Identificação do Trabalhador - NIT;II - número do cadastro perante o Programa de Integração Social - PIS ou o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - Pasep;III - número e série da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS;IV - número da Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação;V - número de matrícula em instituições públicas federais de ensino superior;VI - números dos Certificados de Alistamento Militar, de Reservista, de Dispensa de Incorporação e de Isenção;VII - número de inscrição em conselho de fiscalização de profissão regulamentada eVIII - número de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico; eIX - demais números de inscrição existentes em bases de dados públicas federais.

         De acordo com o Decreto os cadastros, formulários, sistemas e outros instrumentos exigidos dos usuários para a prestação de serviço público conterão campo de preenchimento obrigatório para registro do número de inscrição no CPF.

          Os órgãos e as entidades da administração pública federal terão três meses para a adequação dos sistemas e procedimentos de atendimento ao cidadão e doze meses para consolidar os cadastros e as bases de dados a partir do número do CPF.

         O ato presidencial desburocratiza o atendimento ao cidadão e amplia a importância do CPF como número integrador das bases de dados públicas federais.

Volume de vendas do comércio sofre queda no Tocantins

         A Pesquisa Mensal do Comércio – PMC, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, apontou variação negativa no volume de vendas no Tocantins de -2,9% no varejo ampliado, em janeiro, na comparação mensal. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de - 0,1%.

             Sobre o varejo ampliado, a assessora econômica da Fecomércio Tocantins, Fabiane Cappellesso explica que “a PMC abrange dez grupos de atividades, sendo que oito deles têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já no varejo ampliado são incluídas as atividades vinculadas a veículos e motos, partes e peças e a materiais de construção, que mesclam varejo e atacado”. Segundo ela, a pesquisa aponta um crescimento no volume de vendas, se analisados os 12 meses como um todo. “De acordo com a PMC, entre os meses de janeiro de 2018 ao mesmo mês deste ano houve uma variação positiva de 9,1% no volume de vendas, já descontada a queda recente”, acrescenta a economista.
               No cenário nacional, a PMC apontou uma alta de 3,5% no varejo ampliado em janeiro, percentual inferior aos 6,5% verificados no mesmo mês do ano passado. O que motivou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar de 5,6% para 5,4% a previsão de crescimento do comércio para 2019.
              Regionalmente, a recuperação do varejo atinge 18 das 27 unidades da Federação, destacando-se as taxas positivas nos Estados do Espírito Santo (+14,1%), Mato Grosso (+8,2%) e Santa Catarina (+7,1%). Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, o atual patamar dos juros no Brasil é um fator que contribui para a demora no processo de retomada econômica. “Além da necessidade de maior estímulo pela via do crédito, a melhora das condições de consumo tem esbarrado na lentidão da reativação do emprego”, afirmou Bentes.
             Com esse cenário, a Confederação estima que a plena recuperação do setor, aos níveis de vendas pré-crise, somente será alcançada na primeira metade de 2021. Apesar dos avanços verificados em 2017 (+4,0%) e 2018 (+5,0%), o volume mensal das vendas do varejo ainda se encontra 11,4% aquém do período anterior à recessão.
Destaques
               No mês de janeiro, o comércio automotivo teve o melhor desempenho, com alta de 8,8% em relação a dezembro do ano passado. O setor é um dos que se beneficiam da queda no custo do crédito para o financiamento dos veículos, cuja taxa média atual (22,7% ao ano) é a menor para meses de janeiro desde 2013 (20,5%).
             Também se destacaram positivamente os ramos de farmácias e perfumarias (+7,2%) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+6,4%). Entre os segmentos que registraram perdas expressivas estão as livrarias e papelarias (-27,3%) e o ramo de móveis e eletrodomésticos (-2,8%).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Com economia desfavorável, brasileiro muda hábitos de consumo e passa a pesquisar mais preço, apontam CNDL/SPC Brasil e Banco Central

Cortar gastos com lazer, controlar despesas e reduzir valor de contas básicas foram outras medidas encontradas para não entrar no vermelho. Maioria pretende manter cuidados com a gestão do orçamento após retomada da economia; 47% esperam poupar mais

            Diante de um cenário econômico desfavorável, boa parte das famílias passou a administrar melhor o orçamento e, consequentemente, criar uma relação mais saudável com o dinheiro. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). De acordo com o estudo, oito em cada dez (79%) brasileiros mudaram seus hábitos no dia a dia e entre as medidas adotadas, destaca-se a pesquisa de preços (59%) antes da aquisição de algum produto — percentual que chega a 68% nas classes A e B.
            Além disso, 56% passaram a limitar gastos com lazer e 55% a controlar despesas pessoais. O aperto financeiro também fez com que muitas pessoas encontrassem alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos entrevistados procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone, de olho no valor da conta. Outros 53% passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.
        Na avaliação da Economista-Chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados mostram que o consumidor está mais consciente da importância de controlar as despesas mais de perto. “A situação econômica desfavorável acabou deixando uma lição para a maioria dos brasileiros que perceberam o quanto é fundamental ter uma vida financeira mais controlada. Pesquisar preços, repensar gastos, avaliar se realmente é necessário adquirir um determinado produto ou mesmo o simples fato de pedir desconto nas compras são atitudes que contribuem para uma gestão eficiente do orçamento e evitam ficar no vermelho”, orienta a economista.
        As mudanças no padrão de vida para driblar os momentos de dificuldades acabaram causando impactos emocionais nos brasileiros, que viram seu poder de compra ser afetado. Para 32% dos entrevistados, a vontade de ter algo e não poder tem provocado uma sensação de impotência. Já 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que deseja e 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos que gostam. Em contrapartida, uma parcela considerável (37%) se diz satisfeita por manter, ao menos, os gastos essenciais e outra aliviada (33%) por não estourar o orçamento.
Mesmo que retomada da economia se consolide em 2019, maioria dos consumidores pretende manter práticas financeiras adotadas na crise
         O levantamento quis saber ainda se o novo comportamento dos brasileiros deve se manter diante das perspectivas de recuperação da economia. Considerando um cenário mais favorável para 2019, com a retomada dos empregos e o acesso ao crédito, os dados indicam que a maioria pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos na crise. O principal item apontado é a economia de luz, água e telefone, mencionado por 71% dos entrevistados.
          Entre outras práticas citadas estão a troca de produtos por outros de marca mais em conta (68%), atenção às promoções para obter menor preço (67%) e até cortar ou reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam, de pelo menos parte dos rendimentos (47%), e pechinchar ou pedir desconto nas compras (33%).
           Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode vir a deixar de lado atitudes adquiridas com a crise, tão logo a situação volte a melhorar, como reduzir gastos com lazer (16%), evitar parcelamentos muito longos (15%) e resistir a itens de alimentação supérfluos (11%). A razão mais citada para esse comportamento é o fato de retomar o estilo de vida que se tinha nos momentos de bonança da economia (42%). A preferência por boas marcas, mesmo sendo mais caras (27%), aparece como segundo motivo e, em seguida, vem a dificuldade em manter uma vida financeira regrada (23%).
       “Bons hábitos de educação financeira costumam ser encarados como restrições a experiências positivas de consumo. Mas ter um orçamento planejado e controlado acaba viabilizando objetivos importantes na vida das pessoas. Deixar de comprar aquele par de tênis da moda, por exemplo, ajudar na compra do material escolar. Além disso, uma boa gestão do orçamento também prepara qualquer um para eventuais imprevistos que surjam. Cuidar bem das finanças evita o estresse que costuma vir junto com o endividamento ou o aperto financeiro”, ressalta o Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luis Mansur.
Metodologia
          A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). A amostra de 804 casos contempla as 27 capitais, pessoas acima de 18 anos, todas as classes sociais e ambos os gêneros. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Fonte: CNDL

Potencial energético do Tocantins é apresentado a investidores

         As políticas públicas de incentivo à produção de energia fotovoltaica do Tocantins continuam atraindo investidores para o Estado. Nesta quinta-feira, 7, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Cintra, recebeu, em seu gabinete, os empresários Miguel Segundo e Juarez Guimarães, da RESS Participações e Investimentos, empresa paranaense que atua no setor de energias renováveis.



         A RESS trabalha, no momento, na obra de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), uma usina hidrelétrica de pequeno porte, em Ponte Alta do Bom Jesus, e seus representantes estiveram reunidos com o secretário para conhecer o que o Estado tem feito na área energética em termos de incentivos e projetos.

      Leonardo Cintra apresentou, aos investidores, os incentivos oferecidos pelo Governo do Tocantins para que indústrias do setor se instalem no Estado, possibilitando a criação de vagas de trabalho e aquecendo a economia. Atualmente, o Tocantins conta com a Política Estadual de Incentivo à Geração e ao Uso da Energia Solar (Pró-Solar), que tem como finalidade aproveitar o potencial tocantinense e racionalizar o consumo de energia elétrica, e o Atlas Solarimétrico, um mapeamento detalhado na área de energia solar em todo o território estadual.

         O empresário, Miguel Segundo, elogiou o Atlas Solarimétrico, apresentado pelo secretário. “É muito importante para a tomada de decisão dos investidores ter acesso a dados técnicos tão precisos, que permitem que tenhamos noção das viabilidades para produção de energias renováveis”, pontuou.
 
          Leonardo destacou a importância do Atlas para a atração dos investimentos. “O Tocantins é o 6º estado do Brasil e o 1º da região Norte a realizar este mapeamento completo da irradiação solar. Com essas informações, estamos mostrando, aos investidores, o potencial energético do Estado”, explicou. O titular da Semarh ressaltou ainda a quantidade de representantes da indústria que têm mostrado interesse em investir no Tocantins. “Estamos recebendo uma quantidade significativa de pessoas interessadas em investir nesta área no Estado e isso se deve certamente às políticas de incentivo do Governo Estadual”, afirmou.