O avanço dos marketplaces no varejo de moda tem levado empresas a revisarem seus modelos de expansão, especialmente diante dos custos elevados de operação no varejo físico. Nesse contexto, novas estratégias logísticas vêm sendo adotadas como alternativa para ampliar a presença digital das marcas sem a necessidade de abertura de novas lojas.
Uma dessas iniciativas vem sendo estruturada pela Dafiti, que aposta no conceito de “shopping de bolso” para atrair marcas com forte presença no varejo físico para o ambiente digital. A proposta busca replicar a lógica de um ponto de venda tradicional dentro do e-commerce, combinando operação logística integrada, escala de audiência e centralização de estoque.
Redução de custos e ganho de escala
Segundo a companhia, o modelo foi desenhado para responder a desafios estruturais do varejo tradicional, como o alto custo de ocupação em shopping centers e a necessidade de investimento contínuo em expansão física.
Ao operar com estoque centralizado por meio do seu ecossistema de fulfillment, a Dafiti permite que marcas ampliem sua presença nacional sem a necessidade de novos pontos comerciais, além de transformar parte dos custos fixos em variáveis.
Na prática, o movimento também abre espaço para que empresas avancem em modelos de venda direta ao consumidor, capturando maior valor nas operações digitais.
Logística e audiência como diferenciais
A estratégia da Dafiti se apoia na combinação entre alcance digital e infraestrutura logística. A plataforma registra cerca de 15 milhões de visitas mensais, com picos que chegam a 45 milhões em períodos de alta demanda, como a Black Friday.
Para sustentar essa operação, a empresa conta com um centro de distribuição de aproximadamente 45 mil m², com capacidade para milhões de itens, além de sistemas de automação voltados à otimização do processamento de pedidos.
Entre os diferenciais está o uso de tecnologias como o AutoStore, sistema automatizado que contribui para aumentar a eficiência logística e reduzir prazos de entrega, fator cada vez mais relevante para a experiência do consumidor.
Expansão do modelo no varejo de moda
O modelo de fulfillment da Dafiti foi lançado em 2024 e, em 2026, entra em uma nova fase de expansão voltada à atração de marcas com presença consolidada no varejo físico.
Atualmente, cerca de 100 parceiros já operam nesse formato, com expectativa de crescimento ao longo do ano. A estratégia inclui ampliar a participação de marcas que já possuem lojas físicas, mas buscam ganhar escala no ambiente digital.
Entre os exemplos estão marcas como Lacoste e Capodarte, que já passaram a operar dentro do modelo, com ganhos associados à eficiência logística e à experiência de compra.
Movimento reflete mudança estrutural no varejo
Para a Dafiti, a proposta é consolidar o marketplace como uma plataforma que vai além da intermediação de vendas, incorporando também infraestrutura, tecnologia e distribuição.
“A Dafiti não é apenas um canal de vendas, mas uma plataforma de infraestrutura para a moda. O conceito permite que marcas ampliem sua presença nacional sem o peso de uma loja física, com uma operação mais flexível”, afirma Daniel Soares, CCO da companhia.
A iniciativa acompanha uma tendência mais ampla do setor: a integração entre canais físicos e digitais, com maior uso de plataformas e soluções logísticas para ampliar alcance e eficiência operacional.
Nesse cenário, o papel dos marketplaces evolui e passa a ocupar uma posição cada vez mais estratégica na expansão das marcas no varejo de moda.




















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