A proximidade dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 já começa a colocar supermercados, bares e restaurantes em estado de preparação. Antes mesmo da estreia do Brasil, o varejo precisa ajustar estoques, planejar promoções, reforçar equipes e pensar em estratégias para atender um consumidor que pretende transformar os jogos em momentos de encontro, consumo e celebração.
De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços para o período da Copa do Mundo. A estimativa é de que cerca de 99,2 milhões de brasileiros movimentem o comércio durante a competição.
O levantamento aponta que o ticket médio previsto para gastos extras durante o Mundial é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Esse orçamento deve ser disputado por diferentes segmentos, mas supermercados, bares e restaurantes aparecem entre os principais beneficiados pelo clima de Copa.
Comida, bebida e churrasco puxam o consumo
Entre os produtos mais desejados pelos consumidores para o período da Copa do Mundo, os alimentos e bebidas ocupam posição de destaque. Bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, água, sucos, energéticos e chás, aparecem na liderança, citadas por 68% dos entrevistados que pretendem consumir no período.
Na sequência, estão petiscos, mencionados por 62%, itens para churrasco, com 60%, e cervejas, com 59%. O resultado reforça que os jogos da Seleção Brasileira devem movimentar fortemente categorias ligadas ao consumo coletivo, especialmente em encontros familiares, reuniões com amigos e confraternizações.
Para os supermercados, o momento exige atenção especial à disponibilidade de produtos de alta demanda, como bebidas, carnes, carvão, snacks, salgadinhos, gelo, descartáveis e itens de conveniência. Também abre espaço para combos promocionais, ilhas temáticas, ações de degustação e ofertas voltadas aos dias de jogo.
O planejamento das compras também merece atenção. Segundo a pesquisa, 44% dos consumidores costumam comprar itens para consumo, como comida, bebida e adereços, com até uma semana de antecedência, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir os produtos desejados.
Varejo físico segue forte, mas delivery ganha protagonismo
A Copa do Mundo deve reforçar a força do ponto de venda físico, especialmente para produtos de consumo imediato. Segundo o levantamento, 89% dos consumidores pretendem realizar compras em lojas físicas. Entre os destinos mais citados, os supermercados lideram, com 70%, seguidos pelas lojas de rua ou de bairro, com 33%.
Ao mesmo tempo, o digital ganha espaço na prestação de serviços. Entre os serviços pretendidos para a Copa, o delivery de comida e bebida aparece em primeiro lugar, com 61%. Já bares e restaurantes são citados por 39% dos consumidores.
Esse comportamento mostra que a jornada de consumo durante a Copa será híbrida. Parte do público deve abastecer a casa com antecedência, principalmente em supermercados e lojas de bairro. Outra parte deve recorrer a bares, restaurantes e aplicativos de entrega para complementar a experiência nos dias de jogo.
Para bares e restaurantes, a oportunidade vai além de simplesmente transmitir as partidas. O consumidor deve levar em conta preço, qualidade, ambiente e conveniência. Entre os critérios mais importantes para escolher onde assistir aos jogos, aparecem o preço das comidas, citado por 37%, lugar bem frequentado, com 34%, qualidade das bebidas e da comida, também com 34%, e preço das bebidas, com 33%.
Jogos da Seleção devem impulsionar experiência coletiva
A pesquisa também mostra que a Copa do Mundo será vivida como um evento de forte conexão social. Apenas 3% dos consumidores pretendem assistir aos jogos sozinhos. A grande maioria deve acompanhar as partidas com familiares, amigos ou colegas de trabalho.
Segundo o levantamento, 77% pretendem assistir aos jogos com familiares, 60% com amigos e 15% com colegas de trabalho. Além disso, 86% devem acompanhar as partidas em casa, enquanto parte dos consumidores também pretende assistir em casas de amigos ou familiares, bares, restaurantes e telões.
Esse comportamento favorece produtos e serviços pensados para grupos. Supermercados podem trabalhar kits para churrasco, combos de bebidas, pacotes de petiscos e ofertas para reuniões em casa. Bares e restaurantes podem apostar em cardápios especiais, promoções por mesa, reservas antecipadas, telões, atendimento ágil e experiências temáticas.
Com a aproximação dos jogos da Seleção Brasileira, a Copa do Mundo começa a sair do calendário esportivo e entrar no planejamento do comércio. Para supermercados, bares e restaurantes, quem se preparar antes pode chegar melhor posicionado quando o torcedor começar a encher o carrinho, reservar mesas e organizar a torcida.




















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